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Planejamento forrageiro de verão para vacas leiteiras


jan 04, 11 Planejamento forrageiro de verão para vacas leiteiras

Os sistemas de produção de leite baseado em pastagens são àqueles em que as vacas obtém a maior parte dos nutrientes para a produção de leite em pastejo. Entretanto, deve-se incluir no programa de forrageamento alimentar de vacas em lactação forragem conservada de boa qualidade (silagem e feno) e grãos, através de rações balanceadas para atender a demanda de vacas com elevado mérito genético.

O estabelecimento das forrageiras com sucesso depende de inúmeros fatores, desde a escolha da área, das espécies e cultivares forrageiras componentes da pastagem desejada, da amostragem de solo, correção de acidez e fertilidade, de sementes/mudas de boa qualidade, do controle de plantas daninhas, de moléstias e de insetos pragas, e de um bom manejo para poder transformar a forragem produzida em leite e/ou carne. O produtor deve escolher as espécies forrageiras adaptadas às condições de solo e clima do local.

Gramas do gênero Cynodon, mais conhecido como Tifton, são híbridos perenes de grama bermuda e estrela usados, principalmente, em pastejo e para produção de feno. Além disso, permite a introdução de espécies forrageiras de inverno com sucesso. O manejo é similar tanto para pastejo quanto para feno. A pastagem dividida em piquetes permite pastoreio rotacionado e colheita mecânica do excesso para feno ou silagem para os períodos críticos durante o verão. Para produção de leite espera-se lotação média de 6 a 7 vacas/ha em pastagem bem adubada, com produtividade esperada de 20 ton/ha.

O milheto, de semeadura anual com produção esperada de 60 ton/ha, suporta de 4 a 5 animais/ha, tem menor necessidade de adubação, porém não resiste a geadas e solos encharcados. É recomendável que os animais iniciem o pastejo quando o milheto atingir uma altura entre 50 cm e 70 cm do solo, devendo sair quando houver rebaixamento para 20 cm a 30 cm. Deve-se dar um período de descanso de 18 a 24 dias após o pastejo inicial. Pode ser usado também para produção de silagem.

O sorgo forrageiro e aveia de verão (capim Sudão) também de semeadura anual, devem ser pastejados a uma altura mínima de 50 cm, pois quando muito jovem tem um fator de toxidez se ingerido em alta quantidade. Com produção esperada de 50 ton/ha são mais tolerantes a seca.

As braquiárias também são muito utilizadas no pastejo de verão, principalmente em consorciação com a safrinha de milho. As espécies mais conhecidas são a B. Brizantha e a B. híbrida (capim mulato). Crescem relativamente rápido, tem boa resistência e tem produções que podem variar de 6 a 15 ton/ha, com lotação média de 2 UA/ha.

O capim pioneiro e outros capins-elefante perenes têm rápido crescimento e bom preenchimento da área, são resistentes e atingem produções de 45 toneladas de MS/ha/ano. O pastejo, com lotação média de 5 animais/ha, inicia com mais de 1,5m de altura e a saída deve ser feita com cerca de 80 cm. O problema é a formação de toiceiras, q devem ser roçadas com freqüência, para evitar a perda de qualidade da forragem e difícil acesso a pastagem.

Existem ainda outras espécies menos exploradas na nossa região, porém a média de produção de leite com espécies tropicais de verão não conseguem manter um valor nutritivo elevado e, raramente, propiciam produções de leite diária superior a 12 kg/vaca sem suplementação. Para se obter maiores produções devemos complementar a dieta dos animais com rações balanceadas e ricas em proteína e minerais de qualidade, assim conseguimos maior volume de leite com a mesma área, aumentando significativamente a produção/área e a rentabilidade da propriedade.

As rações Coasul foram formuladas para cada fase de produção, procure a unidade mais próxima e se informe qual a melhor formulação para a sua pastagem, obtendo melhor resultado na sua propriedade.

Cristiana Baruel Terra

Médica Veterinária

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9 Comentários

  1. Rafael Haubert /

    gostaria de saber se da para aplicar atrazina e ally na pastagem de capim sudão?

    • Rafael, respondendo à sua pergunta:
      Não pode ser aplicado, tanto o ally quanto a atrazina, pois não tem registro para aplicar no capim sudão. O ally e a atrazina causam fitotoxidade para o capim, podendo levar a morte das plantas.

      Podemos aplicar o DMA 806 BR na dose de 2 lt/alq. + 1 lt / alq de Assist, lembrando que só vai pegar folha larga. OBS. A planta daninha deve estar com aproximadamente seis folhas.

      Esperamos ter ajudado e recomendamos sempre procurar a ajuda de um técnico na área.
      Saudações!

  2. Quero saber se o capim mombasa é bom para a produção de leite gostaria de receber o valor nutricional deste capim em comparasão dos outros capim

    espero receber resposta

    • O campim mombaça é uma gramínea em forma de toiceiras de plantio a lanço no feito no verão. É boa sim para a produção de leite, depende do manejo da propriedade.

      Essa gramínea, para ser bem manejada, deve ser pastejada até no máximo 1 metro de altura, e rebaixada até 40 cm. A adubação funciona bem com 100 kg/ha de uréia e correção do solo se necessário. Não tolera solos mal drenados, frio, e é sensível a lagarta do cartucho, porém sua produção (em média 30 ton de MS/ha/ano) e folhas é maior que outros do genero panicum como o colonião ou tanzânia.

      Valor protéico: PB – 10 a 13% na MS; NDT – 60% na MS.

      Se tiver mais dúvidas a respeito, continuamos à diposição.

      Agradecemos pelo seu contato.

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