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Pela primeira vez em 35 anos, área de soja supera de milho nos Estados Unidos


abr 03, 18 Pela primeira vez em 35 anos, área de soja supera de milho nos Estados Unidos

Produtores dos Estados Unidos não ligam para ameaças da China e vão plantar mais oleaginosa do que cereal.

Pela primeira vez em 35 anos, a área plantada de soja nos Estados Unidos será maior que a de milho, de acordo com uma pesquisa do governo. Isso revela que os produtores não estão preocupados com possíveis sanções comerciais chinesas.

A soja cobrirá 36 milhões de hectares em 2018, enquanto o milho vai ocupar 35,6 mi de ha, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), num relatório divulgado nesta quinta-feira (29), em Washington D.C. Essa é a primeira previsão oficial do órgão feita diretamente com os produtores. No ano passado, os agricultores dos EUA plantaram 36,5 milhões de hectares de milho e 36,4 mi de ha de soja.

Os números do USDA estão abaixo do que previam os analistas de mercado americanos e dos volumes divulgadosno Agricultural Outlook Forum, em fevereiro, que foram de 36,4 mi de ha para soja e 36,4 mi para o milho.

Para o trigo, apesar de uma rentabilidade mais ajustada, o USDA espera um aumento de 3% na área total plantada com o cereal para 19,14 milhões de hectares. Se for confirmada, será a segunda maior área dedicada ao trigo desde 1919.

O relatório, apoiado por uma prolongada seca na Argentina – o maior exportador de farelo de soja usado na alimentação animal –, deve pressionar para cima a cotação da oleaginosa em Chicago. Embora o milho também tenha se recuperado, as projeções de área indicam que os agricultores estão mais otimistas em relação aos lucros da soja.

A pesquisa do USDA ocorre em um momento de crescentes tensões comerciais entre Estados Unidos e a China. O gigante asiático está estudando restringir a compra de soja americana. Principalmente depois de um editorial publicado na semana passada em um jornal afiliado ao Partido Comunista da China alegar dumping na produção norte-americana.

Ainda assim, a soja não foi incluída em uma lista chinesa, divulgada na semana passada, de produtos que enfrentarão novas tarifas, ao contrário das importações de carne suína dos EUA. Analistas do Citigroup Inc. e do JPMorgan Chase & Co. disseram que a China provavelmente não aplicará tarifas à soja norte-americana.

A produção de soja nos EUA foi avaliada em US$ 40,9 bilhões em 2016, de acordo com a American Soybean Association. A demanda chinesa cresceu em importância para os exportadores: as compras do país mais do que dobraram na última década, impulsionadas pelo consumo de carne suína.

A única outra vez em que o plantio de soja superou o milho foi em 1983, durante uma crise agrícola que culminou em esforços de ajuda governamental, como o Farm Aid. Diante de uma onda de execuções hipotecárias, o governo desencorajou o cultivo de milho para ajudar a aliviar o excesso de grãos.

Hugo Harada/Gazeta do Povo
Imagem: Portal Domínio Público

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