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O cooperativismo é essencial à democracia


Na opinião do filósofo, as cooperativas organizam a sociedade e impulsionam a economia, contribuindo para o equilíbrio democrático e o desenvolvimento do país.
Para Luiz Felipe Pondé, “a filosofia do cooperativismo é parte essencial dos corpos intermediários da democracia contemporânea”. Segundo ele, as cooperativas representam grupos produtivos que “organizam a sociedade”. O filósofo, que fez palestra durante
o Encontro Estadual de Cooperativistas, no dia
8 de dezembro, no Teatro Positivo, em Curitiba, em
entrevista à revista Paraná Cooperativo, falou sobre
a situação política brasileira, as perspectivas para
2018 e suas percepções a respeito da Lava Jato, ética,
cooperativismo e a importância da filosofia na vida
das pessoas.
Natural de Recife (PE), 58 anos, Pondé é doutor em
filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), com
pós-doutorado em epistemologia pela Universidade
de Tel Aviv, Israel. Escreveu o Guia Politicamente
Incorreto da Filosofia e, atualmente, é professor da
PUC-SP e da Fundação Armando Álvares Penteado
(FAAP), além de colunista semanal do jornal Folha de
S. Paulo. Acompanhe:
Qual sua avaliação sobre a Operação Lava Jato?
A Lava Jato tornou visível aquilo que já se sabia,
mostrou como funcionam certos esquemas. A operação
também revelou a capacidade investigativa do
Ministério Público e da Polícia Federal, o que é positivo.
Ao mesmo tempo, revelou as identificações
ideológicas dentro do Poder Judiciário, dentro do
Supremo Tribunal Federal (STF), simpatias e aproximações.
Na verdade, a população já entrou numa condição
de cansaço, não entende mais quem roubou o
quê, quem soltou quem, por que alguém está livre e
alguém não está.
Esse cansaço favorece os corruptos? O eleitorado vai
saber separar o joio do trigo em 2018?
Esse cansaço significa um processo semelhante ao
que aconteceu na Itália com a Operação Mãos Limpas:
o regime político tende a se reorganizar e se acomodar.
Acho que a tendência no Brasil é que o regime
político se acomode. Embora as pessoas continuem a
xingar os corruptos, muitas pesquisas mostram que os
eleitores votam pragmaticamente: o eleitor acaba votando
no candidato que o representa, mesmo que seja
meio duvidoso. Apesar de muito barulho ao redor do
tema corrupção, a maior parte das pessoas não está
nem aí para isso.
É um cenário de desesperança para 2018?
Não, eu não tenho desesperança, porque não
tenho esperanças políticas. Entendo que a política
ocupou o lugar da teologia e da religião e muita
gente espera que a salvação venha da política.
A minha única expectativa para 2018 é que a gente
viabilize um candidato de centro, que estiver minimamente
limpo de escândalos, que consiga fazer
articulações e que nos salve dos populistas Lula
e Bolsona

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