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Guerra comercial favorece soja brasileira


abr 06, 18 Guerra comercial favorece soja brasileira

A taxação anunciada nessa quarta-feira (04.04) pela China a mais de 100 produtos dos Estados Unidos pode favorecer o mercado brasileiro de soja, aponta a Consultoria INTL FCStone. Com imposto de 25% sobre o preço da oleaginosa, o Brasil terá a oportunidade de estender suas rotas de importação e exportação, ampliando assim seu mercado.

Um relatório divulgado pela INTL FCStone analisa que, com essa taxação sobre o produto, a procura pela soja brasileira deverá aumentar. A empresa afirma que essa pode ser uma oportunidade muito valiosa para o País se for devidamente bem aproveitada.

“Apesar de o Brasil ser o maior exportador da oleaginosa para os chineses, que compraram 53,8 milhões de toneladas de um total de 68,15 milhões de toneladas exportadas em 2017, o país ainda precisa buscar em outros fornecedores mais de 40 milhões de toneladas de soja”, destaca.

Nesse cenário, a China deslocaria outros compradores da soja do Brasil, aumentando assim a procura pelo grão brasileiro. Ana Luiza Lodi, analista de mercado da INTL FCStone, indica que a posição do Brasil melhora ainda mais quando se considera a oferta de soja da Argentina que deve ser menor esse ano.

“No limite, considerando que a China fosse o destino de toda a exportação de soja brasileira, estimadas em 69,5 milhões de toneladas em 2018 pela INTL FCStone, ainda faltariam cerca de 30 milhões de toneladas da oleaginosa para atender a totalidade das importações chinesas. Dessa forma, não teria como deixar de importar soja dos EUA”, explica.

Enquanto os prêmios no mercado doméstico brasileiro tendem a ser fortalecidos pela busca ampliada da oleaginosa por parte da China, os EUA sofrerão com a baixa de seus prêmios devido à queda na demanda pelos produtos norte-americanos. Outro fator que deve ser observado são os preços em Chicago que tendem a também sofrer baixa e influir em alguns dos prêmios mais altos no Brasil. “No geral, os prêmios no Brasil tenderiam subir até o limite comparável de se comprar dos EUA, já considerando o imposto de 25%”, conclui. (Agrolink)
(Foto: imagem de uso público)

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