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ENCONTROS DE NÚCLEOS DAS COOPERATIVAS: Em São João, cooperativistas do Sudoeste prestigiam evento


out 18, 17 ENCONTROS DE NÚCLEOS DAS COOPERATIVAS: Em São João, cooperativistas do Sudoeste prestigiam evento

O Sistema Ocepar promoveu, na manhã desta quarta-feira (18/10), a terceira de uma série de quatro reuniões que fazem parte da segunda rodada dos Encontros de Núcleos Cooperativos de 2017 que está ocorrendo nesta semana. O evento somou A participação de 12 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, transporte, infraestrutura e educacional, em São João, Paraná. A programação foi aberta pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, juntamente com Paulino Fachin, presidente da Coasul, cooperativa anfitriã, e Jacir Scalvi, diretor da Ocepar e vice-presidente da Coasul.

Crescimento – Ricken lembrou que os Encontros de Núcleos são importantes para discutir temas de interesse do cooperativismo paranaense e de onde saem também os nomes dos membros que formam a diretoria da Ocepar. “Nesses eventos, vocês elegem cinco coordenadores de Núcleo, que depois representam a base para a composição da nossa diretoria, que tem ao todo 14 integrantes, entre os quais há ainda os representantes dos ramos de atividades que integram o nosso sistema”, frisou. Ele destacou também o crescimento das cooperativas do Paraná em todas as áreas de atuação, com agropecuária, crédito, infraestrutura, transporte, educacional, entre outras. “Precisamos nos articular em todos os ramos. Se nós somarmos, vamos ser muito maiores do que somos individualmente e os Encontros de Núcleos têm essa função de promover o nosso fortalecimento”, acrescentou.

Leite – O presidente da Ocepar disse ainda que a região Sudoeste do Paraná tem grande potencial para a produção leiteira. “Haverá duas regiões no Paraná que vão despontar nesse segmento. O Centro-Sul, que hoje possui uma bacia leiteira com qualidade extraordinária, super organizada, com indústrias das cooperativas, e o Sudoeste, que tem produção. Todo mundo vem comprar leite aqui e a tendência é de que ocorram investimentos nesse setor na região”, afirmou.

Carnes – O bom desempenho das cooperativas paranaense na produção de peixes e em suínos foi outro ponto ressaltado por Ricken. Ainda de acordo com ele, em relação à carne de frango, há expectativa de que o quadro melhore. “O frango está se consolidando, esse ano deve ser melhor que no ano passado, quando penamos em função de custos. Essa integração grãos e proteína animal vai ser cada vez mais importante. Hoje, no cooperativismo do Paraná, em termos econômicos, a proteína animal já ultrapassou o valor de comercialização da soja”, acrescentou.

Evolução – Na avaliação do dirigente cooperativista, a meta do PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, de alcançar faturamento de R$ 100 bilhões até 2020, traçado em 2014, quando o setor atingiu R$ 50 bilhões de faturamento, deve ser atingida antes do previsto. “Daqui a dois anos vamos chegar a R$ 100 bilhões”, disse. “Não tem nenhum grupo econômico organizado no Paraná do tamanho das cooperativas. A maior empresa hoje do Estado é uma cooperativa. A Coamo ganhou da Copel e da Renault. Todos dizem que as cooperativas estão num alto astral. Não, nós somos o setor mais bem organizado da economia do Paraná. Isso é mérito de quem está sempre se organizando. Tem espaço para o cooperativismo? Tem. Tem espaço para cooperativismo de crédito dentro do sistema financeiro? Tem. Mas nós temos que zelar por isso”, enfatizou.

Abaixo assinado – Durante os Encontros de Núcleos estão sendo coletadas assinaturas de um manifesto que será entregue ao governador Beto Richa, nesta quinta-feira (19/10), no lançamento da pedra fundamental do frigorífico de suínos da Frimesa, em Assis Chateaubriand, Oeste do Paraná. “No documento, estamos pedindo que seja antecipada a condição do Paraná de área livre de aftosa sem vacinação, de 2023 para 2020. Porque para exportamos, principalmente carne suína, nós temos que ter esse status. Não temos comprovadamente a presença do vírus que provoca a doença. Mas a OIE exige um protocolo rigoroso. Então, estamos propondo que a última vacinação ocorra em outubro do ano que vem. E daí teremos que ter um prazo para que sejam realizadas as vistorias da OIE para que em 2020, no máximo em 2021, o Estado seja reconhecido internacionalmente como área livre de aftosa, sem vacinação”, explicou Ricken.

Troca de experiência – Na avaliação do presidente da Cooperativa dos Produtores de Sementes de Laranjeiras do Sul (Coprossel), Paulo Pinto de Oliveira Filho, a realização do Encontros de Núcleos é relevante em vários aspectos. “É através dessas reuniões que a gente pode trocar experiência, informações e faz o alinhamento do planejamento do cooperativismo. O cooperativismo é forte no Paraná em função dessas ações. Desta forma, a Ocepar administra, leva informação e ouve as partes interessadas, o que proporciona resultados positivos. Quando se fala hoje em cooperativismo no Brasil, o Paraná é referência pelo que faz e pelos seus resultados. E estas reuniões têm muito a ver com isso, pois é desta forma que a gente pode fazer um bom planejamento, ouvindo, desde a base, todo o setor. Enfim, o resultado sai em função disso”.

Pesquisa – Paulo Pinto também destacou como positiva a apresentação da pesquisa sobre a percepção do paranaense em relação ao cooperativismo, que está sendo apresentada nos eventos pelo coordenador de Comunicação Social do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, e pelo diretor-presidente do Instituto Datacenso, Cláudio Shimoyama. “Acho que o cooperativismo no Paraná é muito forte, mas o que devemos ter em mente é que cada vez que nos unirmos de forma cooperativa vamos ter melhores resultados, o que ocorre no mundo inteiro. O que falta para o cooperativismo em termos de divulgação é saber exatamente o tamanho da sua força, o próprio produtor tem de entender que ele é o dono da cooperativa e, com isso, ajudar a divulgar o cooperativismo, porque, afinal de contas, é o dono da empresa”, disse. “Tenho que falar com bastante orgulho: ‘Essa é a minha cooperativa. Essa é a minha empresa’, seja ela do setor que for… Falta também mostrar as nossas diversas marcas à população, que não é do setor, que gosta, aprova e consome os produtos, porém, não sabe que é de cooperativas. Por isso, o cooperativismo não tem aquela representatividade fora do setor agro que deveria ter, porque muita gente está consumindo os produtos sem saber que são elaborados pelas cooperativas. Às vezes, até cooperados está consumindo determinados produtos que ele ajuda a produzir e não sabe que vêm da sua produção. Isso precisa ser trabalhado um pouco melhor, levar isso à população. Acredito que assim vamos ter uma melhoria nesse setor”, completou.

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