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Depois da ‘montanha-russa’ em 2016, mercado de carnes busca recuperação


jan 04, 17 Depois da ‘montanha-russa’ em 2016, mercado de carnes busca recuperação

O desemprego e a queda do poder aquisitivo da população derrubaram o consumo médio de proteína animal no último ano; amparado pelas exportações, setor se prepara para voltar a crescer.

A crise que atropelou a economia brasileira em 2016 não foi capaz de derrubar o agronegócio. Entretanto, pela primeira vez em muito tempo, o campo sentiu o peso da recessão. Um dos maiores símbolos da prosperidade vivida pelo Brasil nos últimos anos, o setor de proteína animal – sobretudo o de carne bovina –, foi um dos que sofreram o maior revés.

O desemprego e a queda do poder aquisitivo da população derrubaram o consumo médio de carne bovina por habitante a um dos menores níveis da década: 32 kg/ano, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dez anos atrás, o volume girava em torno de 40 kg/ano por habitante. Contudo, diferentemente do que ocorre em situações assim, o brasileiro não migrou, necessariamente, para proteínas mais acessíveis. O tombo foi geral.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que em 2016 o consumo anual por habitante caiu de 15,2 kg para 14,4 kg, no caso do suíno; e de 43,2 kg para 41,1 kg, no frango. O revés não para por aí: com câmbio elevado e a alta no preço do milho, empregado na alimentação animal, os custos de produção subiram, estreitando ainda mais as margens de lucratividade do agronegócio.

O governo federal vem tentando aquecer o ímpeto consumidor da população, sem, porém, tirar o olho da inflação. Caso consiga levar a cabo o controle dos gastos públicos e olhar com mais atenção para o campo, as perspectivas para este ano são mais animadoras. Quem sabe assim, no natal de 2017, a mesa dos brasileiros esteja mais farta. E o bolso do produtor um pouco mais cheio.

Exportações evitam queda maior
No caso do frango e do suíno, as taxas de câmbio favoráveis na maior parte do ano impulsionaram as vendas externas e salvaram os setores da queda. De janeiro a novembro foram 4,022 milhões de toneladas de frango enviadas para fora do país (aumento de 3% ante o mesmo período de 2015) – confirmando nossa posição como maior exportador mundial – e 58,3 mil toneladas de suíno (+ 5,6%).

Com uma experiência de anos no setor e um mercado sólido, o Brasil vai continuar em franco crescimento nos embarques de frango e suíno para os estrangeiros nos próximos anos. A ABPA projeta crescimento na faixa de 3% e 5%, respectivamente. Isso sem contar com a perspectiva de melhora na economia nos próximos trimestres. Com o poder de compra do brasileiro ainda comprometido pelo desemprego, as carnes de frango e de suíno (mais baratas que a bovina) devem ser os primeiros itens de proteína animal a terem melhora nos níveis de consumo.

*Antonio C. Senkovski e Flávio Bernardes, interinos.

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